A normalidade democrática durou muito pouco. Conspirava contra a nova Constituição o próprio Getúlio, insatisfeito com os poderes relativamente limitados da Presidência. Ao lado dele, parte significativa dos ex-tenentes e a alta cúpula das forças armadas acreditavam na necessidade de estabelecer um regime de força, capaz de acelerar as decisões políticas em favor da modernização do País. Vargas passou a usar o crescimento da esquerda, principalmente do atuante PCB, como argumento para assustar os grupos conservadores, que passaram a admitir a necessidade de um regime mais forte. A esquerda passou a ser sistematicamente perseguida, incluindo a dissolução do maior movimento que haviam conseguido articular na época, a Aliança Nacional Libertadora, frente anti-imperialista e antifascista apoiada pelo Partido Comunista, por intelectuais e por organizações de esquerda. Impedido de seguir a via democrática e isolado das camadas populares, restou aos comunistas a via revolucionária, também frustrada pela repressão à Intentona Comunista de 1935.