Senado centraliza esforços para socorro ao Rio Grande do Sul — Rádio Senado
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Senado centraliza esforços para socorro ao Rio Grande do Sul

O presidente do Congresso Nacional, senador Rodrigo Pacheco, anunciou uma Comissão Temporária Externa com oito senadores, entre eles os três representantes do Rio Grande do Sul, para reunir propostas apresentadas por deputados e senadores de auxílio ao estado a serem votadas com urgência. A comissão também vai acompanhar as ações e necessidades dos governos federal e estadual para socorrer os gaúchos.

06/05/2024, 18h11 - ATUALIZADO EM 06/05/2024, 18h15
Duração de áudio: 02:56
Agência Senado

Transcrição
SENADORES DE UMA COMISSÃO TEMPORÁRIA EXTERNA VÃO SELECIONAR PROJETOS DE SOCORRO ÀS VÍTIMAS DAS CHUVAS NO RIO GRANDE DO SUL PARA SEREM VOTADOS COM URGÊNCIA. ELES TAMBÉM VÃO ACOMPANHAR AS AÇÕES E NECESSIDADES DOS GOVERNOS FEDERAL E ESTADUAL PARA RECONSTRUIR O ESTADO. MAIS INFORMAÇÕES COM A REPÓRTER JANAÍNA ARAÚJO. Após ir ao Rio Grande do Sul com autoridades dos outros Poderes no fim de semana, o presidente do Congresso, senador Rodrigo Pacheco, anunciou que uma comissão temporária externa vai analisar a votação urgente de medidas legislativas de liberação de recursos para reconstruir o estado e auxiliar as vítimas das chuvas. O grupo de oito senadores, entre eles os três representantes gaúchos, vai também acompanhar as ações e necessidades dos governos federal e estadual no socorro à tragédia e centralizar as iniciativas de deputados e senadores. Pacheco ressaltou que o esforço no Congresso Nacional pode acontecer como foi feito na emergência sanitária da covid-19. Pacheco - Nós utilizamos na época da pandemia um instrumento que foi a proposta de emenda à Constituição, que foi apelidada PEC de Guerra. Uma medida parecida pode ser estudada. Foi essa a razão de ser, inclusive, da reunião feita hoje entre as consultorias do Senado e Câmara dos Deputados. Se for preciso PEC, nós faremos. Se for preciso lei complementar, nós faremos. Se for preciso lei ordinária, nós faremos. Portanto vai haver uma centralização através dos senadores do Rio Grande do Sul, mais esses membros indicados pelos partidos e pelos blocos. O senador Hamilton Mourão, do Republicanos do Rio Grande do Sul, analisou o prognóstico da situação no estado. Mourão - Estamos preocupados com essa água suja que vem do rio, se misturando com os detritos da cidade. Pode gerar no futuro leptospirose, tifo. Nós temos agora uns 15 a 20 dias dessa recuperação emergencial pra depois entrar num período de seis a sete meses para uma recuperação do estado para depois nós termos efetivamente um projeto de mitigação de qualquer emergência climática, algo que vai ter que ser construído ao longo de três, quatro anos. É um trabalho do Executivo federal, estadual, com o apoio inestimável do Legislativo. O senador Paulo Paim, do PT do Rio Grande do Sul, anunciou que o governo federal se comprometeu a liberar 580 milhões de reais em emendas para o estado. Ele defendeu que emendas parlamentares sejam destinadas às ações de socorro aos gaúchos. Paim - Entre emendas de bancada e emendas de parlamentar, nós devemos chegar a R$90 milhões por parlamentar. Estou somando bancada e aquelas emendas que a gente consegue ainda para a saúde, por exemplo. Elas deveriam ser todas liberadas. Eu quero isso e vou trabalhar para isso. E tenho que dar um dos exemplos. Outros tantos farão isto, que eu sei, pra que seja liberado o mais rápido possível. O governo se comprometeu: de antecipar para liberar as emendas individuais e de bancada, principalmente para a bancada gaúcha, que são 3 senadores e 31 deputados. Paim relatou que o senador Ireneu Orth, do Progressistas do Rio Grande do Sul, não conseguiu voltar para Brasília nesta segunda-feira porque o aeroporto de Porto Alegre está com as operações paralisadas. Da Rádio Senado, Janaína Araújo.  

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